10/03/2009

Aos nossos filhos

Sabias que, como criança, tens direitos?

Em 1959 a ONU (Organização das Nações Unidas) escreveu e aprovou a "Declaração dos Direitos da Criança". Esta declaração é composta por 10 artigos, muito simples, que dizem respeito ao que podes fazer e ao que as pessoas responsáveis por ti devem fazer para que sejas feliz, saudável e te sintas seguro.

É claro que tu também tens responsabilidades para com as outras crianças e para com os adultos para que também eles gozem dos seus direitos.

Vamos conhecer os 10 princípios da "Declaração..."?

Princípio 1º
Toda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!

Princípio 2º
Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.

Princípio 3º
Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.

Princípio 4º
As crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.

Princípio 5º
Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.

Princípio 6º
Toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.

Princípio 7º
Toda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades. E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!

Princípio 8º
Seja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.

Princípio 9º
Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas). Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem sua saúde, educação e desenvolvimento.

Princípio 10º
A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.

Se tudo isto for cumprido, no futuro as crianças poderão viver em sociedade como bons adultos e contribuir para que outras crianças também vivam felizes!

Trapalhadas de Natal

Este ano, os pais e as mães decidiram deixar-se de teatrinhos e outras lamechices. O Natal é para descansar e encher a barriga de doces – por isso decidimos contratar uns profissionais ;)


Pois é… Com os cofres recheados das quotas (!) que todos pagam a tempo e horas e a ApVOA cobra sem hesitar (!), decidimos abrir os cordões à bolsa: não houve apenas nova mesa de matraquilhos nem tão só um pingue-pongue a sério no recreio - desta vez é que era a sério, um verdadeiro circo!

O pior, foi mantê-los fora do palco! Alguns dos pais e das mães não resistiram à tentação, não aguentaram a atracção do palco do Armadorense e, disfarçados de palhaços trapalhões, engolidores de fogo engasgados, acrobatas-yoguis cheios de sono e domadoras… de alunos, tomaram o lugar dos verdadeiros artistas de circo!

O resultado?

Um desastre… Ou foi um sucesso? Pais, avós e miúdos na assistência agarrados à barriga de tanto rir dos seus congéneres, filhos e pais? É verdade, foi um verdadeiro circo trapalhão e divertido que animou a tarde.

A camaradagem nos ensaios a altas horas da noite, os improvisos de última hora a fugir à encenadora e até, alguns nervos antes de entrar no palco, tornaram esta festa de natal mesmo divertida – tanto para os miúdos como para nós, os graúdos que se divertiram à grande!


E para melhorar esta tarde de festa, os miúdos tomaram conta do palco e, mesmo com o professor afónico em casa, afinaram as gargantas e instrumentos para um show de canções de natal! Alguns pais até limpavam a lágrima ao canto do olho enquanto disparavam como paparazzis para os seus rebentos.

Os antigos alunos ainda deram um ar de sua graça e, antes de irem para casa, houve lanche, doces e surpresas para todos.

Mas para o ano, é que é a sério, prometemos: o circo de Montecarlo ou o elenco residente do teatro Nacional ao palco do Armadorense, já!