27/03/2014

O que os pais devem saber sobre 'o direito de brincar' das Crianças

Uma bela sugestão de leitura do Miguel Costa.
Obrigado por mais um contributo para o blogue!

O que os pais devem saber sobre 'o direito de brincar' das Crianças
por Eduardo Sá

1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.

2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.

3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fábula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!

4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.

5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.

6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos...
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.

7. As crianças têm direito a brincar para sempre.
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar.

(fonte)

25/03/2014

Sugestões para as férias da Páscoa

Recebemos no e-mail da Associação duas sugestões para as férias da Páscoa que se aproximam. Aqui ficam (com o devido agradecimento ao João, que as enviou!).

(clicar sobre a imagem para ampliar)




Nota: o blogue é gerido pela Associação de Pais mas na verdade ele é de todos os encarregados de educação da escola da Voz da Ajuda. Contribuam com sugestões, textos, imagens ou vídeos que considerem pertinentes.

Debate na Escola sobre transição entre ciclos

Tal como anteriormente anunciado realizou-se no passado sábado um debate com a presença do professor Pascal Paulus dedicado ao tema da transição dos alunos da Voz do Operário da Ajuda entre o 1º e o 2º ciclo. O debate decorreu na escola e contou com a presença de professores, muitos encarregados de educação, ex-alunos e pais de ex-alunos que trouxeram para a reflexão em conjunto as suas experiências sobre o assunto. Esteve também presente o Presidente da Voz do Operário, Manuel Figueiredo.


O professor Pascal Paulus começou por apresentar em traços gerais algumas notas mais relevantes (para o contexto) da sua tese de doutoramento ("Uma outra forma de fazer escola - A Voz do Operário da Ajuda") enfatizando na fase final da sua intervenção os aspectos mais referidos pelos ex-alunos relativamente à transição entre ciclos: as dificuldades em compreender regras impostas por adultos, sem utilidade nem justificação que não a própria vontade do adulto; a dificuldade em compreender a utilidade da "nota" ou da classificação; as diferenças entre o estilo de trabalho de colaboração e cooperação que se promove na escola da Voz da Ajuda por oposição a um registo de trabalho mais individual praticado no sistema de escolarização tradicional; a passagem de um registo de mono-docência para a realidade da pluri-docência.

O debate foi vivo e interessante, abrangendo temas diversos e resultando dele a ideia de que em regra os alunos da Voz da Ajuda vão bem preparados para a transição e que tendem a encontrar estratégias para lidar com a diferença entre a escola familiar/hospitaleira face à escola tradicional/de instrução.

No final foi realizado um lanche para o qual todos contribuíram.

Foi uma tarde muito bem passada na escola.

01/03/2014

Woodworking Multiplication Math Art Board Waldorf

Por sugestão da Helena, mãe da Maria do 1º ano, deixamos este vídeo bastante interessante, para reflexão e eventual debate.