Convocam-se os pais e encarregados de educação dos alunos da escola da Voz do Operário da Ajuda para uma reunião no dia 29 de Setembro pelas 19h00, nas instalações da Escola. A reunião tem a seguinte ordem de trabalho:
1.Eleição dos órgãos sociais da Associação;
2.Situação material/pedagógica da Escola e respostas a adoptar pela Associação;
3.Plano de actividades e Orçamento para 2014/2015;
Participem!
15/09/2014
24/06/2014
Ateliers de dança
Por sugestão da Catarina, mãe do Luca, divulgamos os ateliers de dança promovidos pelo Fórum Dança. Obrigado pela dica!
"O Forum Dança continua a sua aposta na formação dos mais novos, criando em cada período de férias um conjunto de actividades que, de modo lúdico, estimulam a criatividade e o contacto com outras culturas, através da expressão artística.
O Arte Jovem é uma alternativa para a ocupação dos tempos livres das crianças e jovens, iniciando-as nas artes performativas através do contacto com artistas.Arte Jovem… para criar, aprender, interpretar, pensar, partilhar e brincar...!No currículo do Forum Dança, contam-se actividades que servem de background ao desenvolvimento de ateliers para crianças. Os Cursos de Monitores de Dança e de Dança na Comunidade, com várias edições ao longo dos últimos dez anos, atestam a competência do Forum Dança na área da formação em pedagogia das artes. Os Cursos de Intérpretes de Dança Contemporânea criam a dinâmica artística que contagia também o Arte Jovem."
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sugestões de actividades
11/06/2014
O nosso arraial é no dia 28
Marquem na agenda
e apareçam. Entretanto a Associação de Pais vai afixar na Escola um
mapa com as tarefas necessárias, para que todos possam ajudar à Festa.
Se cada um fizer um pouco, todos podemos disfrutar mais do Arraial de
final de ano.
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arraial
12/05/2014
A Voz da Ajuda no 36º Congresso do MEM
A Escola da Voz do Operário da Ajuda estará em destaque no primeiro dia do 36º Congresso do MEM, que se realiza entre 17 e 19 de Julho na Escola Superior de Educação de Lisboa.
A Conferência da Sessão de Abertura terá como orador do professor Pascal Paulus, e será intitulada "O trabalho da Voz do Operário da Ajuda (de 1986 a 1995) na construção da cultura pedagógica do MEM". Na sessão participará o professor Sérgio Niza.
A Conferência da Sessão de Abertura terá como orador do professor Pascal Paulus, e será intitulada "O trabalho da Voz do Operário da Ajuda (de 1986 a 1995) na construção da cultura pedagógica do MEM". Na sessão participará o professor Sérgio Niza.
25/04/2014
A Voz nos 40 anos do 25 de Abril
A Sociedade Voz do Operário marcou presença nas comemorações populares dos 40 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974. No pano da Voz concentraram-se funcionários, alunos e ex-alunos das suas escolas, pais e encarregados de educação, dirigentes e amigos da instituição.
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25 de Abril
15/04/2014
Sugestões
Chegaram à caixa de correio da Associação de Pais duas sugestões que agradecemos e partilhamos.
[clicar sobre as imagens para ampliar]
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13/04/2014
Reportagem sobre a Voz, no Jornal das 8 (TVI)
O Jornal das 8 (TVI) transmitiu ontem uma pequena reportagem sobre a Voz do Operário e as suas escolas. Apesar da reportagem ter como cenário a Escola da Graça refere em alguns pontos a Escola da Ajuda. Podem vê-la clicando aqui (aos 31 minutos do vídeo).
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09/04/2014
Reunião da Associação de Pais
Realizou-se ontem, na Escola da Voz da Ajuda, uma reunião da Associação de Pais e Encarregados de Educação, que teve como ponto único da ordem de trabalho o tema do exame intercalar no qual foram inscritos os alunos do 2º ano do 1º ciclo.
Os pais presentes tiveram a oportunidade de debater em conjunto este tema, ponderando as implicações que a realização do exame (de carácter facultativo e sem qualquer implicação na progressão dos alunos para o 3º ano) poderão ter (ou já tiveram) no decurso do presente ano lectivo. Foi ainda debatida a questão da coerência da realização de um exame facultativo face ao modelo pedagógico desde há muito escolhido e desenvolvido na Escola da Ajuda.
Da reunião resultaram duas decisões:
- A Associação de Pais proporá que o tema do exame intercalar seja adicionado à ordem de trabalhos da reunião solicitada no passado dia 18/03 à Direcção da Voz (decisão já levada à prática);
- A Associação de Pais elaborará uma folha informativa (em papel) para distribuição aos país após dia 22 de Abril, com informação objectiva sobre o exame intercalar do 2º ano do 1º ciclo.
A Associação de Pais continuará a promover o debate aberto e sem conclusões a priori sobre assuntos pedagógicos (e outros relevantes) directamente ligados à vida da Escola (da Escola da Ajuda em particular), procurando aprofundar a ligação positiva dos pais e dos encarregados de educação ao dia-a-dia da Voz da Ajuda e contribuindo para dar um sentido prático e real à ideia de escola democrática.
Os pais presentes tiveram a oportunidade de debater em conjunto este tema, ponderando as implicações que a realização do exame (de carácter facultativo e sem qualquer implicação na progressão dos alunos para o 3º ano) poderão ter (ou já tiveram) no decurso do presente ano lectivo. Foi ainda debatida a questão da coerência da realização de um exame facultativo face ao modelo pedagógico desde há muito escolhido e desenvolvido na Escola da Ajuda.
Da reunião resultaram duas decisões:
- A Associação de Pais proporá que o tema do exame intercalar seja adicionado à ordem de trabalhos da reunião solicitada no passado dia 18/03 à Direcção da Voz (decisão já levada à prática);
- A Associação de Pais elaborará uma folha informativa (em papel) para distribuição aos país após dia 22 de Abril, com informação objectiva sobre o exame intercalar do 2º ano do 1º ciclo.
A Associação de Pais continuará a promover o debate aberto e sem conclusões a priori sobre assuntos pedagógicos (e outros relevantes) directamente ligados à vida da Escola (da Escola da Ajuda em particular), procurando aprofundar a ligação positiva dos pais e dos encarregados de educação ao dia-a-dia da Voz da Ajuda e contribuindo para dar um sentido prático e real à ideia de escola democrática.
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27/03/2014
O que os pais devem saber sobre 'o direito de brincar' das Crianças
Uma bela sugestão de leitura do Miguel Costa.
Obrigado por mais um contributo para o blogue!
O que os pais devem saber sobre 'o direito de brincar' das Crianças
por Eduardo Sá
1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.
2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.
3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fábula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!
4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.
5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.
6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos...
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.
7. As crianças têm direito a brincar para sempre.
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar.
(fonte)
Obrigado por mais um contributo para o blogue!
O que os pais devem saber sobre 'o direito de brincar' das Crianças
por Eduardo Sá
1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.
2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.
3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fábula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!
4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.
5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.
6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos...
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.
7. As crianças têm direito a brincar para sempre.
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar.
(fonte)
25/03/2014
Sugestões para as férias da Páscoa
Recebemos no e-mail da Associação duas sugestões para as férias da Páscoa que se aproximam. Aqui ficam (com o devido agradecimento ao João, que as enviou!).
Nota: o blogue é gerido pela Associação de Pais mas na verdade ele é de todos os encarregados de educação da escola da Voz da Ajuda. Contribuam com sugestões, textos, imagens ou vídeos que considerem pertinentes.
(clicar sobre a imagem para ampliar)
Nota: o blogue é gerido pela Associação de Pais mas na verdade ele é de todos os encarregados de educação da escola da Voz da Ajuda. Contribuam com sugestões, textos, imagens ou vídeos que considerem pertinentes.
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Debate na Escola sobre transição entre ciclos
Tal como anteriormente anunciado realizou-se no passado sábado um debate com a presença do professor Pascal Paulus dedicado ao tema da transição dos alunos da Voz do Operário da Ajuda entre o 1º e o 2º ciclo. O debate decorreu na escola e contou com a presença de professores, muitos encarregados de educação, ex-alunos e pais de ex-alunos que trouxeram para a reflexão em conjunto as suas experiências sobre o assunto. Esteve também presente o Presidente da Voz do Operário, Manuel Figueiredo.
O professor Pascal Paulus começou por apresentar em traços gerais algumas notas mais relevantes (para o contexto) da sua tese de doutoramento ("Uma outra forma de fazer escola - A Voz do Operário da Ajuda") enfatizando na fase final da sua intervenção os aspectos mais referidos pelos ex-alunos relativamente à transição entre ciclos: as dificuldades em compreender regras impostas por adultos, sem utilidade nem justificação que não a própria vontade do adulto; a dificuldade em compreender a utilidade da "nota" ou da classificação; as diferenças entre o estilo de trabalho de colaboração e cooperação que se promove na escola da Voz da Ajuda por oposição a um registo de trabalho mais individual praticado no sistema de escolarização tradicional; a passagem de um registo de mono-docência para a realidade da pluri-docência.
O debate foi vivo e interessante, abrangendo temas diversos e resultando dele a ideia de que em regra os alunos da Voz da Ajuda vão bem preparados para a transição e que tendem a encontrar estratégias para lidar com a diferença entre a escola familiar/hospitaleira face à escola tradicional/de instrução.
No final foi realizado um lanche para o qual todos contribuíram.
Foi uma tarde muito bem passada na escola.
O professor Pascal Paulus começou por apresentar em traços gerais algumas notas mais relevantes (para o contexto) da sua tese de doutoramento ("Uma outra forma de fazer escola - A Voz do Operário da Ajuda") enfatizando na fase final da sua intervenção os aspectos mais referidos pelos ex-alunos relativamente à transição entre ciclos: as dificuldades em compreender regras impostas por adultos, sem utilidade nem justificação que não a própria vontade do adulto; a dificuldade em compreender a utilidade da "nota" ou da classificação; as diferenças entre o estilo de trabalho de colaboração e cooperação que se promove na escola da Voz da Ajuda por oposição a um registo de trabalho mais individual praticado no sistema de escolarização tradicional; a passagem de um registo de mono-docência para a realidade da pluri-docência.
O debate foi vivo e interessante, abrangendo temas diversos e resultando dele a ideia de que em regra os alunos da Voz da Ajuda vão bem preparados para a transição e que tendem a encontrar estratégias para lidar com a diferença entre a escola familiar/hospitaleira face à escola tradicional/de instrução.
No final foi realizado um lanche para o qual todos contribuíram.
Foi uma tarde muito bem passada na escola.
01/03/2014
Woodworking Multiplication Math Art Board Waldorf
Por sugestão da Helena, mãe da Maria do 1º ano, deixamos este vídeo bastante interessante, para reflexão e eventual debate.
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24/02/2014
Lanche/debate, dia 22 de Março
[clicar sobre a imagem para ampliar]
Sobre a tese do prof. Pascal Paulus:
Título: Uma outra forma de fazer escola:a Voz do Operário da Ajuda
Autor: Paulus, Pascal, 1957-
Orientador: Canário, Rui, 1948-
Palavras-chave: Relações sociais, Escolarização, Sociologia da educação
Teses de doutoramento - 2013
Data: 2013
Autor: Paulus, Pascal, 1957-
Orientador: Canário, Rui, 1948-
Palavras-chave: Relações sociais, Escolarização, Sociologia da educação
Teses de doutoramento - 2013
Data: 2013
20/02/2014
As funções da avaliação. Avaliar não é classificar, é construir um caminho.
[O Miguel Costa enviou-nos mais uma contribuição para o blogue da Associação de Pais, que naturalmente agradecemos. A todos os restantes pais e encarregados de educação fica o convite para que escrevam ou sugiram textos, imagens ou vídeos.]
As funções da avaliação. Avaliar não é classificar, é construir um caminho.
“mudar a avaliação significa mudar a escola”
Perrenoud, 1992
Independentemente da corrente pedagógica seguida a avaliação é um elemento chave das escolas e dos sistemas educativos. Para se conhecer é necessário avaliar, e avaliar significa medir, quantificar quer em termos absolutos quer em termos relativos, um ou mais elementos desse sistema.
No ensino tradicional a avaliação dos alunos é traduzida em testes e exames, que se resumem a um número e a média dos resultados obtidos ao longo do ano constituem a classificação dos alunos. No final do ano o aluno é classificado de acordo com os resultados que obteve nos testes: “é um aluno de 3, ou de 4 ou de…” é o número e esse número vale pela posição que ocupa na escala de resultados obtidos no universo dos seus colegas, da sua escola. A avaliação serve para muita coisa e uma delas, muitas vezes a primeira, é a classificação dos alunos. É fácil por números numa folha de cálculo, mas é difícil fazer o mesmo com pessoas…
Outro aspecto da avaliação através de testes e exames é que permite avaliar o que é importante e o que é acessório. Se não sai no teste, nem vale a pena dedicar atenção ao assunto. A avaliação na forma de objectivos e metas constitui um programa sobre o programa. Determina o conhecimento válido e a forma válida de o apresentar. O teste inclui ou exclui determinada matéria, a “grelha de correcção” determina o valor da resposta, definindo critérios para a valorização das formas de resposta aceites.
Por fim a avaliação no modelo tradicional constitui a razão de ser do ensino, da escola e da turma. Ao aceitar que o aluno vale pelas classificações que obtém numa prova que avalia o que aprendeu e que aprender é a razão pela qual está a escola, escola trabalha para que o aluno obtenha sucesso nessa prova. Conhecida a classificação, conhece-se verdadeiramente o aluno.
A avaliação na perspectiva do MEM é no entanto diferente. A avaliação não é um momento não é o culminar de um processo de aprendizagem nem tem como objectivo principal classificar um aluno.
A avaliação é um elemento intrínseco ao processo de aprendizagem num contexto cooperativo, pois serve como mecanismo de tomada de consciência, individual e grupal do percurso realizado e ferramenta de decisão, individual e grupal, face ao percurso a seguir. O seu aspecto contínuo torna-a muito mais útil como ponto partida do que de chegada e a sua dimensão colectiva torna-a formadora (e não formativa).
Encarar a avaliação como uma das dimensões da aprendizagem implica não apenas dar a conhecer os objectivos mas sobretudo fornecer os instrumentos necessários a essa tarefa. O envolvimento dos alunos passa pela participação na determinação de objectivos e pela hetero e auto-avaliação. A avaliação enquanto actividade reflexiva e colectiva choca com percursos pré-determinados e desvaloriza o tipo de classificação procurada no sistema tradicional. Ao construírem colectivamente e em cooperação os seus percursos, os agentes do processo de aprendizagem possuem plena consciência que não são um número obtido numa prova ou exame.
Ao estabelecerem os seus objectivos e discutirem as suas avaliações (como acontece no conselho) tomam consciência que cada um deles, os seus percursos, as suas áreas de preferência e as suas dificuldades não podem ser reduzidos a simples dígitos.
Por mais que os queiram sujeitar a exames, os alunos do MEM não cabem em folhas de cálculo. A mera avaliação externa, que lhes é alheia e resumida à sujeição a um inquérito escrito na forma de uma dezena de perguntas nunca lhes trará mais informação que o trabalho (e que trabalho!) que realizam diária e semanalmente ao longo do ano.
Os alunos do MEM têm consciência do seu valor, porque aprenderam a decidir os seus objectivos e reflectiram sobre os seus progressos… e isso é assustador para quem possua uma visão contabilística da educação, em que os alunos cabem numa quadricula de uma qualquer tabela de dupla entrada.
As funções da avaliação. Avaliar não é classificar, é construir um caminho.
“mudar a avaliação significa mudar a escola”
Perrenoud, 1992
Independentemente da corrente pedagógica seguida a avaliação é um elemento chave das escolas e dos sistemas educativos. Para se conhecer é necessário avaliar, e avaliar significa medir, quantificar quer em termos absolutos quer em termos relativos, um ou mais elementos desse sistema.
No ensino tradicional a avaliação dos alunos é traduzida em testes e exames, que se resumem a um número e a média dos resultados obtidos ao longo do ano constituem a classificação dos alunos. No final do ano o aluno é classificado de acordo com os resultados que obteve nos testes: “é um aluno de 3, ou de 4 ou de…” é o número e esse número vale pela posição que ocupa na escala de resultados obtidos no universo dos seus colegas, da sua escola. A avaliação serve para muita coisa e uma delas, muitas vezes a primeira, é a classificação dos alunos. É fácil por números numa folha de cálculo, mas é difícil fazer o mesmo com pessoas…
Outro aspecto da avaliação através de testes e exames é que permite avaliar o que é importante e o que é acessório. Se não sai no teste, nem vale a pena dedicar atenção ao assunto. A avaliação na forma de objectivos e metas constitui um programa sobre o programa. Determina o conhecimento válido e a forma válida de o apresentar. O teste inclui ou exclui determinada matéria, a “grelha de correcção” determina o valor da resposta, definindo critérios para a valorização das formas de resposta aceites.
Por fim a avaliação no modelo tradicional constitui a razão de ser do ensino, da escola e da turma. Ao aceitar que o aluno vale pelas classificações que obtém numa prova que avalia o que aprendeu e que aprender é a razão pela qual está a escola, escola trabalha para que o aluno obtenha sucesso nessa prova. Conhecida a classificação, conhece-se verdadeiramente o aluno.
A avaliação na perspectiva do MEM é no entanto diferente. A avaliação não é um momento não é o culminar de um processo de aprendizagem nem tem como objectivo principal classificar um aluno.
A avaliação é um elemento intrínseco ao processo de aprendizagem num contexto cooperativo, pois serve como mecanismo de tomada de consciência, individual e grupal do percurso realizado e ferramenta de decisão, individual e grupal, face ao percurso a seguir. O seu aspecto contínuo torna-a muito mais útil como ponto partida do que de chegada e a sua dimensão colectiva torna-a formadora (e não formativa).
Encarar a avaliação como uma das dimensões da aprendizagem implica não apenas dar a conhecer os objectivos mas sobretudo fornecer os instrumentos necessários a essa tarefa. O envolvimento dos alunos passa pela participação na determinação de objectivos e pela hetero e auto-avaliação. A avaliação enquanto actividade reflexiva e colectiva choca com percursos pré-determinados e desvaloriza o tipo de classificação procurada no sistema tradicional. Ao construírem colectivamente e em cooperação os seus percursos, os agentes do processo de aprendizagem possuem plena consciência que não são um número obtido numa prova ou exame.
Ao estabelecerem os seus objectivos e discutirem as suas avaliações (como acontece no conselho) tomam consciência que cada um deles, os seus percursos, as suas áreas de preferência e as suas dificuldades não podem ser reduzidos a simples dígitos.
Por mais que os queiram sujeitar a exames, os alunos do MEM não cabem em folhas de cálculo. A mera avaliação externa, que lhes é alheia e resumida à sujeição a um inquérito escrito na forma de uma dezena de perguntas nunca lhes trará mais informação que o trabalho (e que trabalho!) que realizam diária e semanalmente ao longo do ano.
Os alunos do MEM têm consciência do seu valor, porque aprenderam a decidir os seus objectivos e reflectiram sobre os seus progressos… e isso é assustador para quem possua uma visão contabilística da educação, em que os alunos cabem numa quadricula de uma qualquer tabela de dupla entrada.
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13/02/2014
Parabéns!
Hoje a Voz do Operário faz 131 anos de existência.
Parabéns aos seus associados, trabalhadores, alunos, dirigentes e amigos.
No dia 22 há jantar comemorativo. Mais informações aqui.
Parabéns aos seus associados, trabalhadores, alunos, dirigentes e amigos.
No dia 22 há jantar comemorativo. Mais informações aqui.
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01/02/2014
A Educação na Escola da Voz do Operário
O Miguel Costa escreveu para a edição Dezembro/Janeiro da Newsletter da Associação de Pais um texto relativo à sua visão sobre "A Educação na Escola da Voz do Operário". O texto é extenso, embora seja apenas uma parte relativamente pequena da reflexão do Miguel sobre o tema.
Para os mais interessados fica a sua publicação na íntegra.
Ao Miguel o nosso muito obrigado!
A Educação na Escola da Voz do Operário
A escolarização é genericamente aceite como uma realidade natural, positiva e necessária para o indivíduo e condição necessária para o desenvolvimento da sociedade em que se insere. O estudo da história da escola enquanto instituição revela que esta não é uma verdade linear. Os trabalhos académicos e ensaios são inúmeros e por vezes divergentes, mas na sua globalidade revelam que a instituição escolar surge e cresce como resposta às necessidades económicas da sociedade e em particular na qualificação da mão-de-obra requerida pelas estruturas e mecanismos capitalistas e constitui acima de tudo uma forma de reprodução e controlo sociais.
Para os mais interessados fica a sua publicação na íntegra.
Ao Miguel o nosso muito obrigado!
A Educação na Escola da Voz do Operário
A escolarização é genericamente aceite como uma realidade natural, positiva e necessária para o indivíduo e condição necessária para o desenvolvimento da sociedade em que se insere. O estudo da história da escola enquanto instituição revela que esta não é uma verdade linear. Os trabalhos académicos e ensaios são inúmeros e por vezes divergentes, mas na sua globalidade revelam que a instituição escolar surge e cresce como resposta às necessidades económicas da sociedade e em particular na qualificação da mão-de-obra requerida pelas estruturas e mecanismos capitalistas e constitui acima de tudo uma forma de reprodução e controlo sociais.
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24/01/2014
Mais sugestões
O blogue parece ganhar "velocidade". Hoje publicamos duas sugestões de leitura do Miguel, pai do Vasco e da Maria Inês: um texto de Eduardo Sá - "As crianças têm direito a não gostar de todos os professores" - e a newsletter Pumpkin, com sugestões de actividades para este fim-de-semana quase a arrancar.
Obrigado ao Miguel.
Ficamos a aguardar por mais sugestões.
Obrigado ao Miguel.
Ficamos a aguardar por mais sugestões.
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22/01/2014
"A morte é um escorrega"
O blogue da Associação de Pais está naturalmente aberto aos contributos e às sugestões de todos os pais e encarregados de educação dos meninas e meninas da Voz da Ajuda.
O João, pai da Maria do 1º ano, enviou-nos a sugestão de um artigo do Público, assinado por Andreia Sanches, intitulado "A morte é um escorrega". Assim, e com o devido agradecimento ao João, deixamos o link e o convite para mais contributos, sugestões, ligações, fotografias, vídeos e aquilo que a vossa imaginação determinar.
O João, pai da Maria do 1º ano, enviou-nos a sugestão de um artigo do Público, assinado por Andreia Sanches, intitulado "A morte é um escorrega". Assim, e com o devido agradecimento ao João, deixamos o link e o convite para mais contributos, sugestões, ligações, fotografias, vídeos e aquilo que a vossa imaginação determinar.
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16/12/2013
Festa de Natal 2013
Realizou-se no passado sábado, dia 14 de Dezembro, a habitual Festa/Convívio de Natal da Voz da Ajuda, uma iniciativa promovida pela Associação de Pais.
Este ano, tal como aconteceu em 2012, a Festa teve lugar no salão do Clube Desportivo Império do Cruzeiro, uma colectividade da freguesia da Ajuda que recebe sempre a Voz de braços abertos.
A festa começou com uma pequena actuação dos meninos e meninas da Escola, que com a ajuda do professor João cantaram algumas canções bem conhecidas dos pais. Seguiu-se a entrega de lembranças às crianças presentes e depois o lanche.
Agradecimentos:
A todos um bom Natal e feliz ano de 2014.
Este ano, tal como aconteceu em 2012, a Festa teve lugar no salão do Clube Desportivo Império do Cruzeiro, uma colectividade da freguesia da Ajuda que recebe sempre a Voz de braços abertos.
A festa começou com uma pequena actuação dos meninos e meninas da Escola, que com a ajuda do professor João cantaram algumas canções bem conhecidas dos pais. Seguiu-se a entrega de lembranças às crianças presentes e depois o lanche.
Agradecimentos:
- Ao Império do Cruzeiro pelas instalações que uma vez mais colocou à disposição da Voz da Ajuda;
- À Junta de Freguesia da Ajuda;
- À Escola da Voz da Ajuda e a toda a sua equipa;
- À Fundação Luís Figo, que ofereceu a maior parte dos presentes distribuídos aos alunos;
- Ao Jornal Público, que ofereceu uma colecção para enriquecer a Biblioteca da escola;
- À Valorsul, que ofereceu os sacos utilizados para a colocação das lembranças distribuidas;
- A todos os pais que se disponibilizaram para ajudar na organização, na concretização e na desmontagem da Festa.
A todos um bom Natal e feliz ano de 2014.
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Convívio de Natal
13/12/2013
A "mini-calculadora Papy"
Durante a "reunião da matemática" realizada ontem com a presença dos pais e das professoras das duas turmas do 1º ciclo surgiu a dúvida sobre a origem da "mini-calculadora Papy".
Para os mais interessados aqui ficam algumas respostas:
A minicalculadora Papy surgiu em meados do século XX como uma proposta do matemático belga Georges Papy, que teve naturalmente por base outros trabalhos e estudos anteriores.
Sobre a "mini-calculadora Papy" aconselhamos a leitura das seguintes ligações:
Para os mais interessados aqui ficam algumas respostas:
A minicalculadora Papy surgiu em meados do século XX como uma proposta do matemático belga Georges Papy, que teve naturalmente por base outros trabalhos e estudos anteriores.
Sobre a "mini-calculadora Papy" aconselhamos a leitura das seguintes ligações:
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