A propósito da reunião ontem realizada na Escola, o Miguel Costa enviou para a Associação de Pais um texto seu a propósito de uma visita a Cem Soldos:
Texto de 30 de Março, a propósito da minha primeira visita a Cem Soldos e de uma conversa como o Miguel Atalaia e com o Horácio acerca da aldeia, da sua escola, e dos futuros possíveis e necessários.
Cem Soldos, uma aldeia que aprende e se recria
Estivemos em Cem Soldos, onde tivemos o prazer de conversar com os nossos amigos Horácio e Miguel Atalaia. Conhecemos as instalações do Sport Clube Operário de Cem Soldos (SCOCS) e ficámos encantados com uma aldeia que aprende e se recria dando verdadeiro significado à palavra comunidade.
Cem Soldos é uma aldeia com cerca de 1000 habitantes que fica a 5 Km de Tomar, e tornou-se conhecida pelo seu festival “Bons Sons”. A característica deste festival é ser organizado e produzido pelos habitantes da aldeia e as receitas do festival reverterem inteiramente para o desenvolvimento de iniciativas sociais e culturais que beneficiem a Aldeia de Cem Soldos e a qualidade de vida da sua comunidade. Destas iniciativas os projectos “em mãos” da aldeia são a conclusão “casa aqui ao lado”, um centro de produção cultural e residência artística de apoio às muitas iniciativas que têm sido desenvolvidas em Cem Soldos e o “Lar Aldeia” uma iniciativa comunitária que pretende dar aos muitos idosos de Cem Soldos a possibilidade de permanecerem nas suas casas ao invés de irem para um lar. Esta iniciativa envolve o apoio domiciliário mas também as adaptações necessárias às suas habitações por forma a permitir a mobilidade adaptada.
Tudo isto feito pela e para a comunidade, em que o SCOCS, dirigido por jovens da aldeia, toma um papel dinamizador, com uma oferta cultural e artística intensa e variada e, na nossa opinião, empolgante.
Cem Soldos em festa
Nestas nossas voltas em torno da educação, tomámos contacto com o Miguel Atalaia, que está preocupado com o risco que a escola básica de Cem Soldos corre risco de encerrar por falta de alunos. Neste momento restam cerca de vinte, numa turma única, do 1º ao 4º ano.
Escola básica de Cem Soldos
Sendo o ensino feito através do “método tradicional”, a heterogeneidade é um problema, e a insatisfação da população cresce. A solução mais fácil para alguns pais parece ser transferir os alunos para Tomar, onde a dimensão do parque escolar permite turmas com um único nível de ensino, mas a aldeia está mobilizada em encontrar, como aprendeu a fazer nos últimos anos, uma solução própria, dentro de portas. Têm-se mobilizado e discutido dificuldades e soluções, entrado em contacto com quem pode contribuir com outras visões, outras experiências. Um desafio que não é de fácil resolução, mas que conta para já com a dinâmica única de uma comunidade que nos fascinou, e com a ajuda de bons amigos, entre os temos orgulho, passe o pretensiosismo, de nos contar. Temos a certeza que a experiência que trazem do seu trabalho comunitário, no sentido oposto ao assistencialismo que grassa por tantos outros lugares, encontrará os meios e as formas de dar à escola e aos alunos de Cem Soldos uma escola de excepção, uma escola que é uma aldeia. E como diz o provérbio, é necessário uma aldeia para educar uma criança. Caro Miguel e Horácio, e restantes Cem Soldenses, vocês já têm a aldeia e a experiência, tudo o resto é um quase nada que, temos a certeza, saberão resolver!
A Cem Soldos e às suas gentes enviamos um grande abraço e um até já!
Imagens retiradas do blog de Cem soldos, do site panoramio e da página do FB da SCOCS
(https://www.facebook.com/pages/S-C-O-C-S-Associa%C3%A7%C3%A3o-Cultural/207731365911815)
16/03/2015
Resistir, na escola e pela escola
Este blogue é um espaço de toda a comunidade da Voz do Operário da Ajuda e em particular dos pais e encarregados de educação. Todos estão convidados a utilizá-lo em proveito da escola, e no usufruto da ampla liberdade que a Voz cultiva e que a Associação de Pais também procura incentivar na medida das suas possibilidades.
O texto que publicamos foi-nos enviado pela Marta, mãe da Alice e da Ana. Trata-se de uma reflexão sobre alguns dos temas que temos vindo a debater na escola, e que enfatiza a importância de algumas práticas pedagógicas que subsistem na Escola da Voz do Operário da Ajuda, como por exemplo o Acampamento de final do ano. O texto refere-se ainda o tema do teste intermédio do 2º ano do 1º ciclo, que volta a ser tema de debate e objecto intervenção por parte da Associação de Pais.
Resistir, na Escola e pela Escola
A resistência é uma coisa do povo que luta, dos artistas, das crianças, dos poetas. Dos que têm a força da vida e que a sentem ameaçada por qualquer instância que visa aniquilá-la. Um pouco de poesia, então. É preciso. As nossas sociedades supostamente desenvolvidas ditam desde há muito uma cantilena monótona com palavras de ordem como evolução e aquisição de saberes (porquê? para quê?) , incentivando desde que nascemos toda uma postura darwiniana, de adaptação social a um meio predefinido, cada vez menos humano e mais robótico. Os gestos estão previamente pensados, desde que nascemos até morrermos: podia perfeitamente escrever-se um único manual de instruções objectivo para a vida, patrocinado pelas altas marcas que dominam os mercados internacionais, divulgado pelo marketing subliminar que diariamente se vai instalando nas vidas difíceis de alguns de nós. Não estamos muito longe deste manual de instruções. Estamos assustadoramente perto. E por vezes damo-nos conta desta realidade, mas é dura, demasiado dura. Estamos cansados. Queremos poesia e sonho e queremos dormir, também, que o tempo escassa.
Entretanto, este macro-sistema do capital, como a fábrica do filme Tempos Modernos pretende domar o mais cedo possível as crianças, desumanizar os seus gestos genuínos, objectivá-las através da quantificação dos seus saberes e dos seus méritos, prepará-las, enfim, para serem também elas, um dia, futuros escravos que pensam que são reis.
As crianças, que ainda não perderam o sentido biológico da vida e que ainda carregam naturalmente consigo, em potência, as forças da criação, não vêem as coisas assim, e têm muito para nos ensinar.
O sistema de ensino que reduz a educação à transmissão do saber é posto em causa na Escola da Voz do Operário da Ajuda, uma escola que tem valores diferentes sobre o que seja aprender, ensinar. Que vê a criança como uma pessoa amplamente criativa e capaz de inventar soluções muito diversas para as várias situações de vida do dia-a-dia. A criatividade não é vista em termos de produção e desempenho, artístico ou científico, mas ela está, nas crianças, naturalmente em acto, em constante florescimento e é a base da aprendizagem nesta escola. Há dias houve uma reunião de matemática lá na escola que foi emblemática do que ali acontece. Foi uma apresentação feita pelas crianças do 1º ciclo aos pais sobre como aprendem a matemática. Fiquei maravilhada não só com a forma como aprendem mas sobretudo com a forma como nos apresentaram essa aprendizagem, fazendo connosco alguns dos exercícios e jogos que têm aprendido. Não é por nada, mas acho que se as reuniões pelas escolas fora fossem um pouco como esta reunião, o mundo seria um lugar mais feliz e mais justo. No final da reunião, a dada altura, as crianças mostraram-nos também a lista de objectivos, definidos pelo Ministério da Educação, uma espécie de rolo kafkiano, mas colorido, que era, como se ouviu um pai dizer, maior do que eles... E brincámos com a lista kafkiana. Querer que as crianças cumpram listas de objectivos e de aquisição de conteúdos, a maior parte deles completamente alheios à felicidade e ao bem estar das próprias crianças só pode, a meu ver considerar-se perverso. Mas é uma realidade com que temos que lidar. Trata-se de lidar com um sistema de educação falso, que visa replicar uma sociedade de adultos, servir interesses pouco humanos, amputando as forças criativas, inventivas e poéticas da infância, as únicas que podem recriar a nossa sociedade, que tanto precisa.
O acampamento : símbolo de uma aprendizagem não quantificável
Numa escola convencional um acampamento no final do ano lectivo poderia significar o fechamento do ano numa atmosfera de lazer e recreio, de brinde para a criançada que se portou como deve ser (fez os trabalhos de casa, teve notas satisfatórias, etc.). E agora vai curtir... Nesta escola, o acampamento do final do ano que eu tive oportunidade de conhecer no ano passado, no qual a minha filha do 1º ano, na altura com 7 anos participou, não foi bem isto. Foi uma experiência iniciática extremamente enriquecedora e que simboliza na perfeição os valores em que assenta o projecto educativo desta escola. Em primeiro lugar o acampamento é um processo de aprendizagem construído activamente pelas crianças, com total apoio dos professores, e pela comunidade escolar. Sublinho aqui o papel extremamente activo, interventivo das crianças neste projecto (como aliás em todos os projectos desta escola). Em segundo lugar, o acampamento é mais do que “o acampamento propriamente”. Há um antes e há um depois que fazem parte do acampamento. Há toda uma planificação e uma expectativa, há uma vivência plena colectiva que é uma experiência comunitária extremamente criativa e organizada (coisas nem sempre fáceis de conjugar) e há, depois, uma reflexão ou, se quisermos, uma inscrição dessa experiência na vida, no pensamento e na acção da comunidade escolar. E há o que eu vi: os olhos da minha filha quando ela voltou do acampamento no ano passado. Olhos cansados, mas porque estiveram despertos: sentiram, buscaram, descobriram, cheios de uma energia e de uma alegria que me marcou (a mim, como mãe). Depois do acampamento não se tratou de arrumar a trouxa e dizer até para o ano. Depois daquela experiência intensa veio a inscrição dessa experiência na e pela comunidade escolar: pensar e reflectir, sentir e partilhar essa experiência em grupo e também com os pais e familiares. O acampamento organizado pela Escola da Voz do Operário da Ajuda é, para mim, enquanto mãe, sem nenhuma sombra de dúvida, uma experiência de aprendizagem que supera qualquer teste e qualquer preparação de teste intermédio. É uma experiência feliz, não quantificável. Que se sente e se manifesta, depois, nas vidas das crianças, na sua formação para a vida. Como mãe, defendo absolutamente que esta escola continue a ter as condições necessárias para levar avante este tipo de iniciativas. O mesmo não posso dizer dos testes intermédios do segundo ano. A meu ver, a existência destes testes (em qualquer escola mas) nesta escola em particular, é absurda. Absurda pelas circunstâncias caricatas já conhecidas, julgo eu, por todos os que estão ligados à Escola da Voz do Operário da Ajuda: uma escola com um projecto de ensino baseado nos princípios da escola moderna (para resumir um pouco), face à possibilidade dada pelo Ministério da Educação de optar pela inscrição ou pela não inscrição dos seus alunos neste teste, opta pela inscrição dos alunos no mesmo, obrigando naturalmente a que toda uma série de metas e objectivos alheios ao projecto educativo da Escola da Voz do Operário da Ajuda surjam como prioritários. Veja-se, preparar as crianças para o tal teste não é um objectivo prioritário do projecto de escola da Voz do Operário da Ajuda, mas, face ao absurdo da situação, as professoras estão na situação do malabarista: continuar o jogo, a dança das bolas no ar, sem as deixar cair. E tenho a certeza que não as vão deixar cair. Admiro profundamente a atitude lutadora e realista destas professoras que sem abandonar o projecto em que acreditamos, também não baixam os braços quando é preciso preparar as crianças para algo que só faz estragos mas que foi imposto por razões desconhecidas. Este ano, se o teste acontecer, pareceu-me ouvir dizer que o acampamento seria um pouco mais curto, por razões de logística de trabalho e de calendário. E para o próximo ano lectivo, como será?
O texto que publicamos foi-nos enviado pela Marta, mãe da Alice e da Ana. Trata-se de uma reflexão sobre alguns dos temas que temos vindo a debater na escola, e que enfatiza a importância de algumas práticas pedagógicas que subsistem na Escola da Voz do Operário da Ajuda, como por exemplo o Acampamento de final do ano. O texto refere-se ainda o tema do teste intermédio do 2º ano do 1º ciclo, que volta a ser tema de debate e objecto intervenção por parte da Associação de Pais.
Resistir, na Escola e pela Escola
A resistência é uma coisa do povo que luta, dos artistas, das crianças, dos poetas. Dos que têm a força da vida e que a sentem ameaçada por qualquer instância que visa aniquilá-la. Um pouco de poesia, então. É preciso. As nossas sociedades supostamente desenvolvidas ditam desde há muito uma cantilena monótona com palavras de ordem como evolução e aquisição de saberes (porquê? para quê?) , incentivando desde que nascemos toda uma postura darwiniana, de adaptação social a um meio predefinido, cada vez menos humano e mais robótico. Os gestos estão previamente pensados, desde que nascemos até morrermos: podia perfeitamente escrever-se um único manual de instruções objectivo para a vida, patrocinado pelas altas marcas que dominam os mercados internacionais, divulgado pelo marketing subliminar que diariamente se vai instalando nas vidas difíceis de alguns de nós. Não estamos muito longe deste manual de instruções. Estamos assustadoramente perto. E por vezes damo-nos conta desta realidade, mas é dura, demasiado dura. Estamos cansados. Queremos poesia e sonho e queremos dormir, também, que o tempo escassa.
Entretanto, este macro-sistema do capital, como a fábrica do filme Tempos Modernos pretende domar o mais cedo possível as crianças, desumanizar os seus gestos genuínos, objectivá-las através da quantificação dos seus saberes e dos seus méritos, prepará-las, enfim, para serem também elas, um dia, futuros escravos que pensam que são reis.
As crianças, que ainda não perderam o sentido biológico da vida e que ainda carregam naturalmente consigo, em potência, as forças da criação, não vêem as coisas assim, e têm muito para nos ensinar.
O sistema de ensino que reduz a educação à transmissão do saber é posto em causa na Escola da Voz do Operário da Ajuda, uma escola que tem valores diferentes sobre o que seja aprender, ensinar. Que vê a criança como uma pessoa amplamente criativa e capaz de inventar soluções muito diversas para as várias situações de vida do dia-a-dia. A criatividade não é vista em termos de produção e desempenho, artístico ou científico, mas ela está, nas crianças, naturalmente em acto, em constante florescimento e é a base da aprendizagem nesta escola. Há dias houve uma reunião de matemática lá na escola que foi emblemática do que ali acontece. Foi uma apresentação feita pelas crianças do 1º ciclo aos pais sobre como aprendem a matemática. Fiquei maravilhada não só com a forma como aprendem mas sobretudo com a forma como nos apresentaram essa aprendizagem, fazendo connosco alguns dos exercícios e jogos que têm aprendido. Não é por nada, mas acho que se as reuniões pelas escolas fora fossem um pouco como esta reunião, o mundo seria um lugar mais feliz e mais justo. No final da reunião, a dada altura, as crianças mostraram-nos também a lista de objectivos, definidos pelo Ministério da Educação, uma espécie de rolo kafkiano, mas colorido, que era, como se ouviu um pai dizer, maior do que eles... E brincámos com a lista kafkiana. Querer que as crianças cumpram listas de objectivos e de aquisição de conteúdos, a maior parte deles completamente alheios à felicidade e ao bem estar das próprias crianças só pode, a meu ver considerar-se perverso. Mas é uma realidade com que temos que lidar. Trata-se de lidar com um sistema de educação falso, que visa replicar uma sociedade de adultos, servir interesses pouco humanos, amputando as forças criativas, inventivas e poéticas da infância, as únicas que podem recriar a nossa sociedade, que tanto precisa.
O acampamento : símbolo de uma aprendizagem não quantificável
Numa escola convencional um acampamento no final do ano lectivo poderia significar o fechamento do ano numa atmosfera de lazer e recreio, de brinde para a criançada que se portou como deve ser (fez os trabalhos de casa, teve notas satisfatórias, etc.). E agora vai curtir... Nesta escola, o acampamento do final do ano que eu tive oportunidade de conhecer no ano passado, no qual a minha filha do 1º ano, na altura com 7 anos participou, não foi bem isto. Foi uma experiência iniciática extremamente enriquecedora e que simboliza na perfeição os valores em que assenta o projecto educativo desta escola. Em primeiro lugar o acampamento é um processo de aprendizagem construído activamente pelas crianças, com total apoio dos professores, e pela comunidade escolar. Sublinho aqui o papel extremamente activo, interventivo das crianças neste projecto (como aliás em todos os projectos desta escola). Em segundo lugar, o acampamento é mais do que “o acampamento propriamente”. Há um antes e há um depois que fazem parte do acampamento. Há toda uma planificação e uma expectativa, há uma vivência plena colectiva que é uma experiência comunitária extremamente criativa e organizada (coisas nem sempre fáceis de conjugar) e há, depois, uma reflexão ou, se quisermos, uma inscrição dessa experiência na vida, no pensamento e na acção da comunidade escolar. E há o que eu vi: os olhos da minha filha quando ela voltou do acampamento no ano passado. Olhos cansados, mas porque estiveram despertos: sentiram, buscaram, descobriram, cheios de uma energia e de uma alegria que me marcou (a mim, como mãe). Depois do acampamento não se tratou de arrumar a trouxa e dizer até para o ano. Depois daquela experiência intensa veio a inscrição dessa experiência na e pela comunidade escolar: pensar e reflectir, sentir e partilhar essa experiência em grupo e também com os pais e familiares. O acampamento organizado pela Escola da Voz do Operário da Ajuda é, para mim, enquanto mãe, sem nenhuma sombra de dúvida, uma experiência de aprendizagem que supera qualquer teste e qualquer preparação de teste intermédio. É uma experiência feliz, não quantificável. Que se sente e se manifesta, depois, nas vidas das crianças, na sua formação para a vida. Como mãe, defendo absolutamente que esta escola continue a ter as condições necessárias para levar avante este tipo de iniciativas. O mesmo não posso dizer dos testes intermédios do segundo ano. A meu ver, a existência destes testes (em qualquer escola mas) nesta escola em particular, é absurda. Absurda pelas circunstâncias caricatas já conhecidas, julgo eu, por todos os que estão ligados à Escola da Voz do Operário da Ajuda: uma escola com um projecto de ensino baseado nos princípios da escola moderna (para resumir um pouco), face à possibilidade dada pelo Ministério da Educação de optar pela inscrição ou pela não inscrição dos seus alunos neste teste, opta pela inscrição dos alunos no mesmo, obrigando naturalmente a que toda uma série de metas e objectivos alheios ao projecto educativo da Escola da Voz do Operário da Ajuda surjam como prioritários. Veja-se, preparar as crianças para o tal teste não é um objectivo prioritário do projecto de escola da Voz do Operário da Ajuda, mas, face ao absurdo da situação, as professoras estão na situação do malabarista: continuar o jogo, a dança das bolas no ar, sem as deixar cair. E tenho a certeza que não as vão deixar cair. Admiro profundamente a atitude lutadora e realista destas professoras que sem abandonar o projecto em que acreditamos, também não baixam os braços quando é preciso preparar as crianças para algo que só faz estragos mas que foi imposto por razões desconhecidas. Este ano, se o teste acontecer, pareceu-me ouvir dizer que o acampamento seria um pouco mais curto, por razões de logística de trabalho e de calendário. E para o próximo ano lectivo, como será?
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20/01/2015
Crianças com Voz
Os alunos da Voz do Operário da Ajuda tem blogue novo. Este espaço é alimentado com textos criados pelos alunos e pode ser acompanhado aqui.
04/12/2014
Convívio de Natal 2014
A Festa de Natal da Escola da Voz do Operário da Ajuda, organizada pela Associação de Pais com o apoio da escola, realiza-se no próximo dia 14/12/2014 (domingo) pelas 15h00 no salão do Caselas FC.
Contamos com a presença de todos.
Pretende-se que a festa seja mais um momento de convívio entre todas as famílias, alunos, profissionais da Escola da Ajuda e dirigentes da Voz do Operário.
Como é habitual pede-se a todos os pais que contribuam para o lanche da festa, que se realizará em sala anexa ao salão do clube. A distribuição que sugerimos relativamente a alimentos e bebidas pelas diferentes salas da Escola é a seguinte:
Como chegar?
O Caselas FC localiza-se no Bairro de Caselas, na zona do alto do Restelo, muito perto do antigo Aquaparque. O clube situa-se na Rua Padre Reis Lima.
[mapa]
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Convívio de Natal
02/11/2014
Workshop de Xadrez
Este sábado realizou-se na Escola uma actividade organizada pela Associação de Pais, e que contou com a colaboração do Professor Carlos Carneiro, que veio ensinar aos participantes algumas noções de Xadrez.
No final houve lanche, para o qual todos contribuiram, como é costume na nossa Escola.
Ao Professor Carlos Carneiro o nosso muito obrigado!
No final houve lanche, para o qual todos contribuiram, como é costume na nossa Escola.
Ao Professor Carlos Carneiro o nosso muito obrigado!
30/10/2014
Culinária na Escola da Voz do Operário
A actividade extra-curricular de Culinária foi mesmo em frente e quem a está a assegurar são os pais. As duas primeiras sessões já se realizaram - na primeira fizemos panquecas e ontem pizzas - e as próximas três estão já asseguradas. Outros pais já manifestaram interesse em realizar sessões e parece que vamos conseguir levar a bom porto este projecto que foi decidido pelos pais na última reunião da Associação.
Lembramos que ainda há muitas datas por preencher, e que todos os pais, mães e/ou outros encarregados de educação podem inscrever-se. Usem para o efeito o e-mail da Associação: assoc.pais.voa@gmail.com.
[fotografia da primeira sessão]
Lembramos que ainda há muitas datas por preencher, e que todos os pais, mães e/ou outros encarregados de educação podem inscrever-se. Usem para o efeito o e-mail da Associação: assoc.pais.voa@gmail.com.
[fotografia da primeira sessão]
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culinária na escola
22/10/2014
Xadrez na Escola
Por iniciativa da Associação de Pais realiza-se no próximo dia 1 de Novembro um Workshop de Xadrez destinado a alunos e encarregados de educação. A actividade terá lugar na Escola durante a tarde e contará com a presença de um treinador de Xadrez que explicará os rudimentos desta actividade que sendo considerada desportiva supera largamente a clássica definição de modalidade desportiva.
As inscrições estão abertas até dia 24, na Escola.
O grupo já é considerável mas quem quiser inscrever-se ainda vai a tempo.
[imagem]
As inscrições estão abertas até dia 24, na Escola.
O grupo já é considerável mas quem quiser inscrever-se ainda vai a tempo.
[imagem]
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Xadrez
30/09/2014
Reunião da Associação de Pais
Realizou-se ontem nas instalações da Escola a primeira reunião no ano lectivo 2014/2015 da Associação de Pais e Encarregados de Educação.
Durante a reunião foram debatidos temas relevantes sobre a vida da Escola da Ajuda. Uma "acta" da reunião, com os pontos principais tratados, será preparada e brevemente enviada por e-mail a todos os pais e encarregados de educação. Se ainda não enviaram o vosso e-mail para a Associação façam-no para o nosso endereço: assoc.pais.voa@gmail.com.
Foi decidido que a Associação de Pais solicitaria à Direcção da Voz do Operário uma reunião no sentido de apresentar a nova Direcção eleita bem como um conjunto de questões relativas à Escola e à sua comunidade.
Durante a reunião foi eleita a nova Direcção da Associação, que passa a ser constituída pelos seguintes elementos:
Catarina Alves, mãe do Isac
Efthimios Angelakis, pai da Alice e da Ana
Joana Pavão, mãe do Joaquim
Pedro Gardner, pai do João e do Simão
Rui Vasco Silva, pai da Catarina
Durante a reunião foram debatidos temas relevantes sobre a vida da Escola da Ajuda. Uma "acta" da reunião, com os pontos principais tratados, será preparada e brevemente enviada por e-mail a todos os pais e encarregados de educação. Se ainda não enviaram o vosso e-mail para a Associação façam-no para o nosso endereço: assoc.pais.voa@gmail.com.
Foi decidido que a Associação de Pais solicitaria à Direcção da Voz do Operário uma reunião no sentido de apresentar a nova Direcção eleita bem como um conjunto de questões relativas à Escola e à sua comunidade.
Durante a reunião foi eleita a nova Direcção da Associação, que passa a ser constituída pelos seguintes elementos:
Catarina Alves, mãe do Isac
Efthimios Angelakis, pai da Alice e da Ana
Joana Pavão, mãe do Joaquim
Pedro Gardner, pai do João e do Simão
Rui Vasco Silva, pai da Catarina
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reunião
24/09/2014
Culinária na Escola
Por sugestão do Miguel Costa publicamos um interessante artigo sobre a culinária na Escola. O nosso agradecimento ao Miguel. No que respeita os restantes pais fica o convite para que escrevam, proponham, critiquem, usem e disponham do blogue da Associação de Pais. Este espaço é de todos.
Some, subtraia, bata no liquidificador!
Link: http://institutophorte.com.br/noticias/53/some-subtraia-bata-no-liquidificador
Professora do ensino fundamental da rede particular, em São Paulo, Andréa Tambelli inovou na forma de ensinar Matemática: ela levou seus alunos para a cozinha!
Se alguém mencionasse os primeiros anos do Ensino Fundamental, Matemática e cozinha, você conseguiria estabelecer alguma conexão entre esses três elementos? Uma professora da rede particular, em São Paulo, conseguiu. Em uma demonstração de que é totalmente viável lançar mão de recursos – aparentemente – heterodoxos para ensinar conteúdos ditos complexos e/ou complicados a crianças, ela levou estudantes do 2º ano para a cozinha. Para aprender Matemática!
A docente em questão é Andréa de Fátima Dias Tambelli e a ideia surgiu de suas observações a respeito do comportamento de seus alunos dentro da sala de aula. Ela reparou que, por mais que se esforçasse, os pequenos tinham muita dificuldade para compreender conceitos de medidas (como volume e peso) e não conseguiam relacioná-las com as situações reais. Foi quando ela resolveu levar a turma para os domínios dos cozinheiros.
Por meio da execução de receitas que permitiam o uso de uma grande variedade de instrumentos de medidas (como colher, copo medidor, liquidificador e balança), os mini mestres-cucas puderam realizar experimentos e aplicar, na prática, a teoria passada pela professora.
O resultado da “aventura no território das panelas”, segundo Andréa, foi uma melhora significativa tanto na aprendizagem como na avaliação das crianças. O processo de passar/receber conhecimento ganhou outros contornos. Ficou mais divertido e fez com que os alunos absorvessem o conteúdo proposto muito mais rápido.
A ideia de ensinar sistemas de medidas para crianças através da culinária deu tão certo que a educadora foi eleita como uma das dez ganhadoras da 17ª edição do Prêmio Educadora Nota 10, da Fundação Victor Civita.
Quem disse que cozinha não é lugar de criança?
Some, subtraia, bata no liquidificador!
Link: http://institutophorte.com.br/noticias/53/some-subtraia-bata-no-liquidificador
Professora do ensino fundamental da rede particular, em São Paulo, Andréa Tambelli inovou na forma de ensinar Matemática: ela levou seus alunos para a cozinha!
Se alguém mencionasse os primeiros anos do Ensino Fundamental, Matemática e cozinha, você conseguiria estabelecer alguma conexão entre esses três elementos? Uma professora da rede particular, em São Paulo, conseguiu. Em uma demonstração de que é totalmente viável lançar mão de recursos – aparentemente – heterodoxos para ensinar conteúdos ditos complexos e/ou complicados a crianças, ela levou estudantes do 2º ano para a cozinha. Para aprender Matemática!
A docente em questão é Andréa de Fátima Dias Tambelli e a ideia surgiu de suas observações a respeito do comportamento de seus alunos dentro da sala de aula. Ela reparou que, por mais que se esforçasse, os pequenos tinham muita dificuldade para compreender conceitos de medidas (como volume e peso) e não conseguiam relacioná-las com as situações reais. Foi quando ela resolveu levar a turma para os domínios dos cozinheiros.
Por meio da execução de receitas que permitiam o uso de uma grande variedade de instrumentos de medidas (como colher, copo medidor, liquidificador e balança), os mini mestres-cucas puderam realizar experimentos e aplicar, na prática, a teoria passada pela professora.
O resultado da “aventura no território das panelas”, segundo Andréa, foi uma melhora significativa tanto na aprendizagem como na avaliação das crianças. O processo de passar/receber conhecimento ganhou outros contornos. Ficou mais divertido e fez com que os alunos absorvessem o conteúdo proposto muito mais rápido.
A ideia de ensinar sistemas de medidas para crianças através da culinária deu tão certo que a educadora foi eleita como uma das dez ganhadoras da 17ª edição do Prêmio Educadora Nota 10, da Fundação Victor Civita.
Quem disse que cozinha não é lugar de criança?
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15/09/2014
Convocatória para reunião
Convocam-se os pais e encarregados de educação dos alunos da escola da Voz do Operário da Ajuda para uma reunião no dia 29 de Setembro pelas 19h00, nas instalações da Escola. A reunião tem a seguinte ordem de trabalho:
1.Eleição dos órgãos sociais da Associação;
2.Situação material/pedagógica da Escola e respostas a adoptar pela Associação;
3.Plano de actividades e Orçamento para 2014/2015;
Participem!
1.Eleição dos órgãos sociais da Associação;
2.Situação material/pedagógica da Escola e respostas a adoptar pela Associação;
3.Plano de actividades e Orçamento para 2014/2015;
Participem!
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corpos sociais; direcção,
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24/06/2014
Ateliers de dança
Por sugestão da Catarina, mãe do Luca, divulgamos os ateliers de dança promovidos pelo Fórum Dança. Obrigado pela dica!
"O Forum Dança continua a sua aposta na formação dos mais novos, criando em cada período de férias um conjunto de actividades que, de modo lúdico, estimulam a criatividade e o contacto com outras culturas, através da expressão artística.
O Arte Jovem é uma alternativa para a ocupação dos tempos livres das crianças e jovens, iniciando-as nas artes performativas através do contacto com artistas.Arte Jovem… para criar, aprender, interpretar, pensar, partilhar e brincar...!No currículo do Forum Dança, contam-se actividades que servem de background ao desenvolvimento de ateliers para crianças. Os Cursos de Monitores de Dança e de Dança na Comunidade, com várias edições ao longo dos últimos dez anos, atestam a competência do Forum Dança na área da formação em pedagogia das artes. Os Cursos de Intérpretes de Dança Contemporânea criam a dinâmica artística que contagia também o Arte Jovem."
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sugestões de actividades
11/06/2014
O nosso arraial é no dia 28
Marquem na agenda
e apareçam. Entretanto a Associação de Pais vai afixar na Escola um
mapa com as tarefas necessárias, para que todos possam ajudar à Festa.
Se cada um fizer um pouco, todos podemos disfrutar mais do Arraial de
final de ano.
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arraial
12/05/2014
A Voz da Ajuda no 36º Congresso do MEM
A Escola da Voz do Operário da Ajuda estará em destaque no primeiro dia do 36º Congresso do MEM, que se realiza entre 17 e 19 de Julho na Escola Superior de Educação de Lisboa.
A Conferência da Sessão de Abertura terá como orador do professor Pascal Paulus, e será intitulada "O trabalho da Voz do Operário da Ajuda (de 1986 a 1995) na construção da cultura pedagógica do MEM". Na sessão participará o professor Sérgio Niza.
A Conferência da Sessão de Abertura terá como orador do professor Pascal Paulus, e será intitulada "O trabalho da Voz do Operário da Ajuda (de 1986 a 1995) na construção da cultura pedagógica do MEM". Na sessão participará o professor Sérgio Niza.
25/04/2014
A Voz nos 40 anos do 25 de Abril
A Sociedade Voz do Operário marcou presença nas comemorações populares dos 40 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974. No pano da Voz concentraram-se funcionários, alunos e ex-alunos das suas escolas, pais e encarregados de educação, dirigentes e amigos da instituição.
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25 de Abril
15/04/2014
Sugestões
Chegaram à caixa de correio da Associação de Pais duas sugestões que agradecemos e partilhamos.
[clicar sobre as imagens para ampliar]
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sugestões de actividades
13/04/2014
Reportagem sobre a Voz, no Jornal das 8 (TVI)
O Jornal das 8 (TVI) transmitiu ontem uma pequena reportagem sobre a Voz do Operário e as suas escolas. Apesar da reportagem ter como cenário a Escola da Graça refere em alguns pontos a Escola da Ajuda. Podem vê-la clicando aqui (aos 31 minutos do vídeo).
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09/04/2014
Reunião da Associação de Pais
Realizou-se ontem, na Escola da Voz da Ajuda, uma reunião da Associação de Pais e Encarregados de Educação, que teve como ponto único da ordem de trabalho o tema do exame intercalar no qual foram inscritos os alunos do 2º ano do 1º ciclo.
Os pais presentes tiveram a oportunidade de debater em conjunto este tema, ponderando as implicações que a realização do exame (de carácter facultativo e sem qualquer implicação na progressão dos alunos para o 3º ano) poderão ter (ou já tiveram) no decurso do presente ano lectivo. Foi ainda debatida a questão da coerência da realização de um exame facultativo face ao modelo pedagógico desde há muito escolhido e desenvolvido na Escola da Ajuda.
Da reunião resultaram duas decisões:
- A Associação de Pais proporá que o tema do exame intercalar seja adicionado à ordem de trabalhos da reunião solicitada no passado dia 18/03 à Direcção da Voz (decisão já levada à prática);
- A Associação de Pais elaborará uma folha informativa (em papel) para distribuição aos país após dia 22 de Abril, com informação objectiva sobre o exame intercalar do 2º ano do 1º ciclo.
A Associação de Pais continuará a promover o debate aberto e sem conclusões a priori sobre assuntos pedagógicos (e outros relevantes) directamente ligados à vida da Escola (da Escola da Ajuda em particular), procurando aprofundar a ligação positiva dos pais e dos encarregados de educação ao dia-a-dia da Voz da Ajuda e contribuindo para dar um sentido prático e real à ideia de escola democrática.
Os pais presentes tiveram a oportunidade de debater em conjunto este tema, ponderando as implicações que a realização do exame (de carácter facultativo e sem qualquer implicação na progressão dos alunos para o 3º ano) poderão ter (ou já tiveram) no decurso do presente ano lectivo. Foi ainda debatida a questão da coerência da realização de um exame facultativo face ao modelo pedagógico desde há muito escolhido e desenvolvido na Escola da Ajuda.
Da reunião resultaram duas decisões:
- A Associação de Pais proporá que o tema do exame intercalar seja adicionado à ordem de trabalhos da reunião solicitada no passado dia 18/03 à Direcção da Voz (decisão já levada à prática);
- A Associação de Pais elaborará uma folha informativa (em papel) para distribuição aos país após dia 22 de Abril, com informação objectiva sobre o exame intercalar do 2º ano do 1º ciclo.
A Associação de Pais continuará a promover o debate aberto e sem conclusões a priori sobre assuntos pedagógicos (e outros relevantes) directamente ligados à vida da Escola (da Escola da Ajuda em particular), procurando aprofundar a ligação positiva dos pais e dos encarregados de educação ao dia-a-dia da Voz da Ajuda e contribuindo para dar um sentido prático e real à ideia de escola democrática.
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27/03/2014
O que os pais devem saber sobre 'o direito de brincar' das Crianças
Uma bela sugestão de leitura do Miguel Costa.
Obrigado por mais um contributo para o blogue!
O que os pais devem saber sobre 'o direito de brincar' das Crianças
por Eduardo Sá
1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.
2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.
3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fábula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!
4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.
5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.
6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos...
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.
7. As crianças têm direito a brincar para sempre.
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar.
(fonte)
Obrigado por mais um contributo para o blogue!
O que os pais devem saber sobre 'o direito de brincar' das Crianças
por Eduardo Sá
1. As crianças têm direito a brincar todos os dias.
Na escola, entre as aulas e ao longo delas (sempre que o professor for capaz de pôr brincar a rimar com aprender). Em casa e ao ar livre – no quarto como num parque – sob o olhar, discreto, dos seus pais. Brincar só ao fim de semana não é brincar: é pôr uma agenda no lugar do coração.
2. As crianças têm direito a exigir o brincar como o principal de todos as deveres.
As crianças têm o direito a defender a primazia do brincar sobre todas as tarefas. A fórmula: «primeiro, fazes os deveres e, depois, brincas», tão do agrado dos pais, é proibida! Só depois do brincar vem o trabalho.
3. As crianças têm direito a unir brincar com aprender.
Brincar é o “aparelho digestivo” do pensamento. Liga a imaginação com tudo o que se aprende. Quem não brinca imita, repete, fábula, falseia ou finge. Mas zanga-se, sem redenção, com o aprender!
4. As crianças têm direito a não saber brincar.
Brincar é uma sabedoria que nunca se detém: inventa-se, descobre-se, deslinda-se, desvenda-se. Brincar é confiar: no desconhecido, no que se brinca, com quem se brinca. Crianças sossegadinhas são brinquedos à espera dos pais para brincar.
5. As crianças têm direito a descobrir que os melhores brinquedos são os pais.
Apesar disso, têm direito a requisitar tudo o que entendam para brincar. Têm direito a brincar com as almofadas, com caixas de cartão, com os dedos, e com tudo mais que entendam, por mais que sejam não sejam objectos convencionados para brincar. Tudo aquilo que não serve para brincar não presta para descobrir e com brinquedos de mãos brinca-se de menos.
6. As crianças têm o direito a desarrumar todos os brinquedos...
(e a arrumá-los, de seguida, com um toque… pessoal). Têm direito a desmanchar os que forem mais misteriosos, mais rezingões ou, até, os divertidos. Quando brincam, têm direito a ter a vista na ponta dos dedos, a cheirar, a sentir, a falar, a rir ou a chorar. Não há, por isso, brinquedos maus! A não ser aqueles que servem para afastar as pessoas com quem se pode brincar.
7. As crianças têm direito a brincar para sempre.
A Infância nunca morre: apenas adormece. E quem, crescimento fora, se desencontra do brincar, não perceberá, jamais, que não há crianças se não houver brincar.
(fonte)
25/03/2014
Sugestões para as férias da Páscoa
Recebemos no e-mail da Associação duas sugestões para as férias da Páscoa que se aproximam. Aqui ficam (com o devido agradecimento ao João, que as enviou!).
Nota: o blogue é gerido pela Associação de Pais mas na verdade ele é de todos os encarregados de educação da escola da Voz da Ajuda. Contribuam com sugestões, textos, imagens ou vídeos que considerem pertinentes.
(clicar sobre a imagem para ampliar)
Nota: o blogue é gerido pela Associação de Pais mas na verdade ele é de todos os encarregados de educação da escola da Voz da Ajuda. Contribuam com sugestões, textos, imagens ou vídeos que considerem pertinentes.
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Debate na Escola sobre transição entre ciclos
Tal como anteriormente anunciado realizou-se no passado sábado um debate com a presença do professor Pascal Paulus dedicado ao tema da transição dos alunos da Voz do Operário da Ajuda entre o 1º e o 2º ciclo. O debate decorreu na escola e contou com a presença de professores, muitos encarregados de educação, ex-alunos e pais de ex-alunos que trouxeram para a reflexão em conjunto as suas experiências sobre o assunto. Esteve também presente o Presidente da Voz do Operário, Manuel Figueiredo.
O professor Pascal Paulus começou por apresentar em traços gerais algumas notas mais relevantes (para o contexto) da sua tese de doutoramento ("Uma outra forma de fazer escola - A Voz do Operário da Ajuda") enfatizando na fase final da sua intervenção os aspectos mais referidos pelos ex-alunos relativamente à transição entre ciclos: as dificuldades em compreender regras impostas por adultos, sem utilidade nem justificação que não a própria vontade do adulto; a dificuldade em compreender a utilidade da "nota" ou da classificação; as diferenças entre o estilo de trabalho de colaboração e cooperação que se promove na escola da Voz da Ajuda por oposição a um registo de trabalho mais individual praticado no sistema de escolarização tradicional; a passagem de um registo de mono-docência para a realidade da pluri-docência.
O debate foi vivo e interessante, abrangendo temas diversos e resultando dele a ideia de que em regra os alunos da Voz da Ajuda vão bem preparados para a transição e que tendem a encontrar estratégias para lidar com a diferença entre a escola familiar/hospitaleira face à escola tradicional/de instrução.
No final foi realizado um lanche para o qual todos contribuíram.
Foi uma tarde muito bem passada na escola.
O professor Pascal Paulus começou por apresentar em traços gerais algumas notas mais relevantes (para o contexto) da sua tese de doutoramento ("Uma outra forma de fazer escola - A Voz do Operário da Ajuda") enfatizando na fase final da sua intervenção os aspectos mais referidos pelos ex-alunos relativamente à transição entre ciclos: as dificuldades em compreender regras impostas por adultos, sem utilidade nem justificação que não a própria vontade do adulto; a dificuldade em compreender a utilidade da "nota" ou da classificação; as diferenças entre o estilo de trabalho de colaboração e cooperação que se promove na escola da Voz da Ajuda por oposição a um registo de trabalho mais individual praticado no sistema de escolarização tradicional; a passagem de um registo de mono-docência para a realidade da pluri-docência.
O debate foi vivo e interessante, abrangendo temas diversos e resultando dele a ideia de que em regra os alunos da Voz da Ajuda vão bem preparados para a transição e que tendem a encontrar estratégias para lidar com a diferença entre a escola familiar/hospitaleira face à escola tradicional/de instrução.
No final foi realizado um lanche para o qual todos contribuíram.
Foi uma tarde muito bem passada na escola.
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